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A chocante constatação da minha indigência intelectual

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sábado, 2 de abril de 2022 - 07:55
Antes de começar a escrever sobre estudos, é preciso uma justificativa, para a (remota) possiblidade de algum leitor se deparar com esse monte de asneiras: essa série de textos nasceu de uma vontade que já tenho há algum tempo, mas que até então não tinha evoluído para nada além da minha vontade, por falta de uma ação minha para que essa evolução acontecesse. Minha vontade é tentar salvar meus filhos do pardieiro em que o mundo já se transformou.

A epifania que despertou em mim o que eu precisava fazer para cumprir tão árdua tarefa foi uma discussão idiota que tive com minha filha e esposa, acerca de uma notícia estapafúrdia sobre uma candidata aprovada num concurso púbico do MPRJ e reprovada num "tribunal racial" pelo inverossímil motivo de "ser bonita".

Puto da vida, saí de casa para caminhar um pouco, deixando que o cansaço das pernas substituísse o da mente, e foi nesses 30 minutos que me veio a revelação: oras, além do meu injustificado orgulho, fiquei com raiva por um motivo que depois se revelou óbvio: Fiquei puto por não ter embasamento para refutá-las! Pior: Não tenho embasamento para refutá-las porque sou burro! E como diria Seu Creysson, "não é só Wilson": Sou burro porque não estudo! Simples assim! Claro que fazer o caminho inverso não é garantia de que algum dia eu consiga refutá-las, mas intuo que ao longo dessa infinita jornada pelo conhecimento sobretudo de mim mesmo, perderei essa vontade.

Como já declarei acima, sou burro, mas a boa notícia é que sou obstinado. Eu já tinha submersa essa vontade de ir trocando o celular pela estante. Ela apenas ganhou ares de urgência depois dessa conversa. Por isso, na segunda-feira seguinte eu já comecei a correr atrás de referências que me mostrassem por onde começar o processo de deixar de ser burro.


Lembrei imediatamente do Flávio Morgenstern, do Senso Incomum, e decidi comprar o curso de Formação. Óbvio que isso não é publipost, porque quem anunciaria num perfil que não tem nem 300 seguidores ou num site que não tem nem 2.000 views por mês? Falo isso porque primeiro, vivemos num mundo em que tudo tem que ser explicado nos mínimos detalhes, e em segundo porque sinto que essa Formação vai transformar de uma vez por todas a minha vida em vários aspectos, sobretudo o intelectual.

Sou tão burro que antes de começar a estudar, vi que precisava aprender a estudar. Já havia intuído essa dificuldade ao tentar começar a ler "O imbecil coletivo", de Olavo de Carvalho. Aquilo era demais para o meu paupérrimo estofo mental.

As três primeiras aulas do Formação me deram um consolo de perceber que o meu "retrocesso", isto é, minha decisão de "estudar como estudar" antes de "começar a estudar" foi acertada, porque num mundo que exige que façamos cada vez mais dentro das mesmas 24 horas, a tarefa de estudar falhará miseravelmente se o estudante não tiver um mínimo de ordenamento na vida.

Por hoje é só. No próximo episódio, que pretendo lançar no próximo sábado, contarei como está sendo esse "Estudo de como estudar".

Obrigado por ter chegado até aqui!

Um abraço e até sábado que vem!

Fonte: Coelho de Programa

Leia mais sobre: estudos, flávio morgenstern, senso incomum


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