O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota - minhas impressões
Finalmente acabei a leitura de "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", do professor
Olavo de Carvalho. Mesmo correndo o risco de cometer erros grosseiros, dada a minha distância intelectual de anos-luz pro Véio da Virgínia, decidi colocar aqui as minhas impressões, deixando de antemão a minha dica, para que os leitores não terminem esse texto sem ter aproveitado algo de bom dele:
tomem coragem (e um dicionário) e leiam-no! Leiam-no e se surpreenderão com o que perceberão, assim como eu me surpreendi. São tantas as passagens que me impactaram que prefiro não as listar aqui, por medo de cometer injustiças.
Só leiam!
Entretanto: um aviso: não vai ser muito fácil de achá-lo, porque o Chilique Moura Brasil, organizador do livro, mandou tirar de circulação, sabe-se lá por quê. E comprem logo, antes que a Ditadura do Bem proíba... agradeço ter o meu exemplar ao olhar sempre atento e carinhoso da minha amada esposa
Carla, que o achou num sebo em ótimo estado!
Meu propósito quando iniciei a empreitada era um tanto superficial, confesso: recolher impressões sobre o embate entre Olavo e a Opinião Pública brasileira, ou seja, o consórcio formado pela mídia, políticos, intelectuais e empresários, que visa te fazer acreditar, entre outras lindezas, que "
há uma lógica no assalto", que a classe média é um cancro a ser extirpado ou que "
us menó rôba um celulá só pra tumá uma cervejinha".
Por isso, enorme foi minha surpresa ao começar a vislumbrar que por baixo dessa superfície havia conceitos como a necessidade de se colocar a
responsabilidade individual sempre à frente da coletiva, do esforço hercúleo e contínuo da
autoeducação, da
busca incessante pela Verdade, independente da colocação política que Ela pareça ter, e que sábio não é aquele que tem a tola pretensão de tê-la encontrado, e sim o que tem mais dúvidas que certezas, passando, por isso mesmo, a vida nessa procura, com a consciência de que a Verdade não é algodão-doce, de sabor agradável e curtíssima duração, mas um remédio, amargo, mas que tornará o jugo de quem A busca suave e seu fardo, leve.
Ah, sim, pra não dizer que não falei das flores: o Véio previu, com antecedência de 10 e às vezes de 20 anos, o que está acontecendo hoje na política e na sociedade tapuia, não por ser um gênio (apesar de sê-lo), mas porque –
ora, porra! – sentou a bunda na cadeira e estudou com afinco durante anos a fio tudo o que era possível sobre o tema.
Esta constatação nos dá a esperança de que é possível sermos melhores usando o conhecimento como arma, ao aplicá-lo no nosso dia a dia. Chegar pelo menos perto de Olavão intelectualmente? Improvável, pelo menos pra mim. Dou-me por satisfeito se conseguir, como
consequência do estudo e não como seu
objetivo, conseguir refutar, com embasamento, para família e amigos, argumentos dos sujeitos que compõem a
intelligentsia brasileira.
Um abraço e até a próxima!