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Minimalismo Digital: usando o celular a nosso favor

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domingo, 28 de maio de 2023 - 10:56
Quem vem acompanhando a série sobre Minimalismo Digital já sabe que Cal Newport, autor do livro de mesmo nome, não prega que abandonemos as redes sociais nem os aplicativos de smartphone, mas "apenas" (entre aspas porque está longe de ser pouca coisa) que adotemos formas mais conscientes de usá-los. Uma das formas sugeridas pelo americano é extremamente simples (embora, como já se sabe, nem sempre fácil): programar um limite de tempo de uso das redes e aplicativos.

Para justificar a urgência dessa medida, Cal conta que Jim Clark, executivo do Vale do silício, surpreendeu um entrevistador ao afirmar que não gosta de redes sociais e que esse desgosto veio de uma reunião com um executivo de mídia social. No evento, Clark ouviu o empolgado executivo afirmar que há pessoas que ficam 12 horas no FoiceBook e perguntou-lhe se ele achava que um cara que passa 12 horas no FoiceBook seria bem sucedido como o empresário.

A empolgação do empresário desgostou Clark porque mostrou com clareza que o grande objetivo das mídias sociais não é prover satisfação a seus usuários, mas tomar-lhes seu tempo e sua atenção. Clark ainda destaca o impacto negativo na produtividade e satisfação de seus usuários com o uso excessivo dessas redes.

A primeira solução que vem à nossa mente é eliminar as redes sociais definitivamente, mas Cal não propõe essa medida brusca de imediato, preferindo que ela aconteça naturalmente. Ao invés disso, Newport sugere que o minimalista iniciante estipule limites de tempo rígidos para seu uso. A estratégia tem duas vantagens: não elimina totalmente a diversão passiva e aumenta o tempo reservado ao lazer de alta qualidade.


O guru do Minimalismo Digital aconselha que o usuário não se preocupe com a quantidade, e sim com o compromisso de manter a restrição, que aumentará naturalmente, à medida que o lazer de alta qualidade vai ocupando mais espaço em sua vida.

Assumindo que o candidato vá tentar a empreitada com a seriedade e sinceridade necessárias, uma boa medida, simples (novamente, pode não ser nada fácil!), mas eficaz, a ser adotada é: depois de estipular um tempo "X", que julgue que seja o necessário a esse tipo de lazer, programe um alarme no celular para tocar em "X" minutos após o início da atividade. Tocado o alarme, o usuário se levantará, imediatamente e sem desculpas, voltando ou ao trabalho ou dedicando-se a um lazer de mais alta qualidade.

No início, talvez essa medida gere alguma frustração, pois o usuário pode terminar o tempo estipulado achando que que não fez tudo o que queria. Entretanto, se o usuário não optar por aumentar o tempo, esse revés se transformará em uma vantagem, pois obrigará a pessoa a priorizar melhor o que fazer dentro do tempo disponível.

Depois de algum tempo adotando a prática, o tempo, que no início parecia curto para tantas "coisas legais" para ver, vai se tornando suficiente e até excessivo, o que o próprio Newport atesta, com base em feedbacks fornecidos pelos próprios usuários do seu método, ao informar que as pessoas percebem que "não perderam muita coisa" ao reduzir o tempo desse tipo de lazer, o que reforça a sua baixa qualidade.

Isso assusta as empresas do ramo porque é péssimo para seus negócios que os usuários, ao se perguntarem como e por que chegaram ao seu nível atual de vício nas redes e aplicativos, começam a ter a consciência de que gastam um tempo excessivo usando os produtos dessas companhias.

E então, vamos programar o celular para começarmos a limitar nosso tempo nas redes?

Um abraço e até a próxima!

Fonte: Coelho de Programa

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