
Fala, galera!
É ou não é coisa de doido correr com dois garmins no pulso? Mas peraí, quem disse que corredor é bicho normal?

Aguenta aí que logo, logo, vou explicar os porquês disso...
Tudo começou na
Maratona da Disney. No dia anterior havia comprado um Garmin novo (o 235, o da direita na foto). Decidi correr a prova com ele.
Daí começa a corrida e ele me informa que o primeiro km foi a 05:02. Achei estranho porque a muvuca lá é nível São Silvestre! Tudo começou a ficar ainda mais estranho nos outros km:
04:38? 04:27? 04:19? 04:16? 04:20 (
clique aqui para ver os dados da corrida completa)? E um atrás do outro, assim? Melhorei bastante na corrida, mas
estou longe de conseguir fazer isso, ainda mais no início de prova, correndo num ritmo confortável, poupando o gás pro final.
Conclusão: certamente havia algo errado!Quando fui passar o resultado pro Connect, saquei uma possível causa:
o Garmin registrou a corrida como Corrida em passadeira (esteira em português de Portugal)!
Já de volta a Brasília, num treino de tiro, a mesma sensação de que o Garmin novo tava me trollando: as parciais (
clique aqui pra ver) rápidas demais (pra mim)! E dessa vez, certifiquei-me de que
o Garmin não tinha registrado o treino como corrida em passadeira. Ou seja, o lance da corrida em passadeira podia ser uma variável, mas não a única...
Quem acompanha meus posts sobre
corrida aqui já percebeu que estou num lento e gradual (como eu) movimento de "desnutelização". Quem me acompanha na vida real sabe que, para um maníaco por controle como eu, isso é um tanto difícil...
Já postei algumas matérias sobre GPS (
clique aqui para ver a lista delas), algumas sobre não depender tanto dele. Por isso, decidi testar qual dos dois garmins estava certo, num treino besta em que o resultado não importasse muito e responder à pergunta:
O 620 tava pegando pesado comigo ou o 235 tava puxando meu saco? 
O resultado foi: Não sei!
Pois é, você leu até aqui e não vai ter essa resposta! 
Eles conseguiram a proeza de marcar coisas bem diferentes num mesmo treino, onde os dois foram ligados e desligados com uma diferença de menos de um segundo!

A diferença é bem grande, sobretudo no km 2. Pode parecer pouco. Entretanto, se a variação de 6 segundos por km for numa maratona, e não num treino de 5 km, a diferença pode ser terminar a prova em 03:38:00 (pace 05:10) ou 03:42:14 (pace 05:16).
Clique aqui pra ver como eu calculei isso. Pra quem gosta de se desafiar e melhorar seus tempos, esses 4 minutos são uma eternidade! Podem ser a diferença entre seu recorde pessoal e uma prova boa (excelente, pra mim, muito melhor que meu recorde pessoal na distância!), mas que pode melhorar!
Tá, mas qual a conclusão? Pra que eu postei essa saga, afinal?
A conclusão é que o GPS é uma excelente forma de registro e verificação de melhora, mas estou cada vez mais convencido de que não podemos ser escravos dele!
Um viva à corrida-raiz, da qual estou aprendendo (a duras penas!) a gostar e à corrida-nutella, que também tem seu valor!
Abraços e beijos a todos e até a próxima!