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Uma história de superação
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quinta-feira, 3 de maio de 2018 - 11:38
carla cbcrAlém de todos os benefícios físicos da corrida, já amplamente conhecidos, há os benefícios derivados do seu aspecto social.

Afinal de contas, qual corredor não tem um amigo (a) que, no início da sua carreira, lhe deu aquela puxada "pra cima" num momento difícil?

Eu tive, sou muito grato a todos eles e procuro, sempre que posso, retribuir o incentivo recebido.

E o que pode ser mais gratificante que fazer isso por ninguém menos que a sua esposa? Estou tendo essa bênção e agradeço a Deus por isso. E ela, como já esperado, vem correspondendo com a garra que permeia todas as ações da sua vida!

Melhor eu deixar de enrolação a abrir espaço para que ela mesma conte a você a sua linda história na corrida CBCR 2018, Etapa Pontão, da qual eu tomei parte como privilegiado espectador!

Espero que você se delicie tanto ao ler essa matéria quanto eu ao transcrevê-la! mrgreen
Acordei às 3:50 da madrugada e não consegui mais dormir. Qual será minha estratégia para correr hoje? - eu pensava. A prova era dura - todos diziam - cheia de subidas e descidas... e as subidas...ufa!

Eu já estava um pouco "chateada" com o meu desempenho nos treinos, todos dizendo que o cardiorrespiratório evolui primeiro, mas meu corpo tava dando conta e meus pulmões, muito aquém do corpo... imagine!

Então eu decidi, ainda na madrugada: vou cadastrar no Garmin um treino de 5k correndo 500m e descansando 200m. Sete repetições disso e um sprint de 100 metros no final, faria os 5 km.

Ousado. Principalmente sabendo das subidas da prova e da minha falta de condicionamento cardiorrespiratório, mas cadastrei e paguei para ver. Conversei com o Marcelo, "Sim. É uma boa estratégia", ele disse, o que me deixou mais confiante de tentar.

Eu nunca tinha me proposto cumprir um ritmo em provas. Todas as provas eu fazia, até ontem, eram apenas pela percepção de esforço. Eu nunca olhava para o relógio, apesar de correr sempre com ele. Só ligava ele no início e desligava no final. Ontem foi diferente.


carla cbcr
Comecei a prova com 500 metros correndo, subida o tempo todo rumo à Ponte das Garças. Primeira etapa cumprida com certa facilidade, mas quando cheguei no topo da ponte parei pra resgatar o ar e tirar fotinhos. Os primeiros 200m caminhando foram na descida e ainda rendeu uma foto linda tirada de cima do viaduto pelo povo do #focoradical.

carla cbcr
O segundo "500m" foram na subida de novo (olha que coisa!) rumo à L4. Com 200 metros meus pulmões já pediam arrego... olhei pro relógio e pensei "PQP! Ainda faltam 300m!" O Marcelo sacou o meu desespero e falou: "A subida tá acabando, é logo ali!" e eu pensei que podia fazer aquilo, de alguma forma... mais rápido ou mais lento, eu só pararia de correr quando o Garmim vibrasse no meu braço. Inacreditavelmente ele vibrou quando a descida chegou (vejam só).

O 3º trecho foi o quê? Subida da L4 (1). Quem passa ali de carro acha que é plano, mas na frente do Pier 21 até perto do TSE é uma subidinha "te enganei". Eu já vinha de 2 trechos correndo na subida... com 200 metros eu queria parar... tava muito exausta! Olhava pro chão, olhava pro relógio e falava algumas palavras soltas como: "acaba ali", "quero água" e o Marcelo quase caminhando do meu lado só me apoiava, tadinho. Pegou água pra mim, mas só tomei quando acabaram os 500m.

carla cbcr
Ali era retorno e o quarto trecho foi na descida (amém, senhor!)(2), de volta para a Ponte das Garças, mas eu já estava no meu limite por conta dos outros 3... fiz um pace de 11 só pra não parar (pra quem não entende de pace,11 min/km são 5 km por hora... uma pessoa caminhando conseguiria me acompanhar fácil) mais 200 metros na descida (3) e ou último trecho de 500 seria subindo a Ponte das Garças de volta para o Pontão. O que me fez não parar foi o Marcelo falando do meu lado: "Bora! Tá chegando! Puxa o ar! Não importa por onde ele entre, abre a boca!"


Lembrei dos meus trabalhos de parto nessa hora. A sensação de estar no limite, mas não "poder" parar é exatamente a mesma... "vai acabar", "encontra força", "não desiste agora". O Marcelo do meu lado foi fundamental em TODOS esses momentos! Gratidão, meu amor!

Quando cheguei lá em cima, que o Garmim tremeu para os 200m de caminhada (na descida), não tive outra alternativa a não ser chorar (não muito, porque ainda precisava de fôlego para os 300 m finais), mas, vibrei muito! Tenho que te contar: a sensação de conseguir é FANTÁSTICA! #correprafoto registrou lindamente!

carla cbcr

Terminei a prova radiante e querendo encontrar todo mundo para abraçar: meu treinador, as amigas e contar pra todo mundo que eu me superei! Sem mimimi!

Andrei Achcar sempre me disse coisas parecidas com o que eu senti ontem, mas só ontem, só vivendo a experiência, pude realmente realizar que ele estava certo: superar limites (não do meu medo, nem da minha cabeça... um limite real) é bom demais dacontasô! Priceless!

carla cbcr

Como tô hoje? Ótima! Meu limite nunca foi físico!

Pulmão lavou tá novo!
Oração antes
Gratidão depois
Simbora
Abraços e beijos a todos e até a próxima! mrgreen

Fonte: Coelho de Programa

Leia mais sobre: corrida, superação

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