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Não deixe os números te definirem como corredor!
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segunda-feira, 17 de abril de 2017 - 10:19
Eu correndoFala, galera! (Quase) todos nós, corredores, adoramos estabelecer metas, quase sempre expressas em números, e ficamos felizes quando as alcançamos ou tristes quando os números não são os que gostaríamos.

Não vejo nada de mau nisso. O problema é quando levamos essa atenção aos números às raias da obsessão. Mais uma vez, cabe aqui aquela frase que quem me conhece sabe que eu adoro: O que faz mal são os excessos.

Isso não quer dizer que eu ainda não os cometa. Meu treinador, Ranon, sabe que ainda fico muito "bolado" quando o ritmo que pretendia num treino de tiro não sai a contento, mas em outros aspectos, comecei a caminhar nessa direção: Já não me peso toda semana, apenas uma vez por mês e optei por não comprar outra fita cardíaca quando a minha mais uma vez não resistiu aos litros de suor de cada treino. É um longo caminho, mas chego lá.

Por isso, fiquei extremamente feliz quando me deparei com esse artigo do Women´s Running, a versão feminina do Competitor.com, que bate bem com o que eu penso:

Números são bons, mas não deixe que eles te definam!

Vamos ao artigo?
Corredores amam números: quilometragem, tempo, quantidade de água bebida num dia... Sabemos quais eram nossos recordes anteriores antes de esmagá-los e em que ritmo médio que tivemos de correr durante a corrida ou em corrida do treinamento para alcançar aquele recorde. Somos supersticiosos sobre um número de corrida, definir metas e verificar corridas e quilometragens de outros corredores no Strava ou Garmin Connect. Alguns de nós mantêm, orgulhosos, um adesivo de 42,2 ou 21,1 (NT: Distâncias, em km, da maratona e meia-maratona, respectivamente) em nosso carro, enquanto outros têm uma bem-humorada etiqueta de 0.0, apesar de correrem ultramaratonas.

Números não são necessariamente negativos. Eles motivam, encorajam, ensinam e ajudam a medir a melhoria. O problema surge quando tomamos números e deixamos que eles definam quem somos como pessoa. Quando deixamos que nosso amor pelos números se infiltre em outras áreas de nossa vida de forma negativa. Quando acordamos diariamente e obsessivamente nos pesamos, deixando o número na balança ditar o nosso humor para o dia. Quando uma corrida já não se torna suficiente porque não era exatamente o que estava escrito no plano. Quando nos esforçamos para atingir nossos objetivos, mas deixamos o nosso peso, idade, quilometragem, ou tamanho de nossos jeans nos empurrar para baixo. Quando estamos felizes quando esses números são o que consideramos aceitáveis e brigamos com nós mesmos quando não são.

balançaHavia um ponto na minha vida que eu digitava meu peso em uma calculadora de IMC (NT: Índice de massa corporal, uma fórmula que, em tese, diz se uma pessoa está no peso ideal) quase semanalmente, sempre lutando para que o número baixasse. Na minha cabeça eu dava atenção aos comentários negativos sobre o meu corpo não parecer o de um corredor típico, para me empurrar para o que eu considerava ser o corpo ideal de corredor - algo que se assemelhava às elites que eu via em capas de revistas. Não há nada de errado com os corpos de corredores de elite, a maioria dos quais são pessoas extremamente magras. O problema estava no fato de que meu corpo não é o deles e se esforçar para parecer com eles não iria me fazer uma pessoa melhor, muito menos uma corredora melhor. Quando finalmente atingi um peso que julgava apropriado, mantê-lo era difícil e provavelmente muito insalubre para meu corpo. Atingir meu objetivo de peso não me fez feliz. A voz interior da crítica não parou. Eu tinha lutado por um objetivo, muitas vezes em um esforço nobre, em uma direção diferente e muito insalubre.

Uma vez que eu alcancei meu objetivo de peso, passei a querer alcançar uma quilometragem semanal elevada. A cada semana eu me forçava para alcançar um certo número. A quilometragem não estava lá para me ajudar a alcançar meu objetivo de tempo de maratona, o número era a meta em si. Eu alcancei um máximo semanal de 147 quilômetros e ainda fazia quilômetros extra sempre que podia na minha esteira. Quando meu bebê dormia, eu pulava na esteira. Quando meus filhos mais velhos estavam na escola, eu pulava na esteira. Quando meu marido estava fora brincar com nossos filhos, eu pulava na esteira. Uma corrida por dia já não era suficiente.

Quando alcancei a meta de correr mais de 144 quilômetros em uma semana, esperava sentir uma sensação duradoura de realização. Fiquei feliz, mas foi fugaz. Eu tinha atingido o meu objetivo de IMC, minha meta de peso e de quilometragem, mas ainda não me sentia satisfeita. Eu não era o suficiente.

cronômetroNa época eu acreditava que só melhoraria como corredora com os recordes. Eu estava cega para o fato de que você pode melhorar como corredor e não bater um recorde. Esforçar-se pelos recordes pessoais não era necessariamente ruim. Isso só ficou ruim quando deixei o tempo no relógio determinar minha autoestima. Cheguei a muitos dos meus objetivos de tempo, primeiro completando a maratona em menos de 4 horas, em seguida, chegando a um Boston Qualifying (NT: Tempo que qualifica o corredor para a Maratona de Boston, de acordo com o sexo e faixa etária), depois que veio o desejo de correr em 3:30 e quando isso não era suficiente eu me forcei até que corri em menos de 3:20. Cheguei perto de meu objetivo de correr abaixo de 3:10 vencendo uma pequena maratona local com um tempo de 3:11. Novamente, não foi o objetivo que me colocou em apuros, foi definir-me pelo número. Ao acreditar que eu era de fato o número. Miss 3:11 é como eu me chamava na minha cabeça e sonhava com o dia em que um dia viria um 2 na frente da minha maratona.

Os números mudam. Recordes vão se desvanecer ou diminuir em algum ponto e a quilometragem semanal, eventualmente, será reduzida, pois todos os dias ficamos mais velhos. Quando permitimos que os números determinem nossa autoestima, nós nos conduzimos para a decepção quando um daqueles números muda de uma maneira que não queremos.

Você ainda é digno mesmo se ganhar peso, se ficar mais lento ou se sua quilometragem semanal não aumentar. Você ainda é adorável mesmo se tem que comprar jeans maiores ou se seu ritmo não se assemelha ao de uma gazela movendo-se sem esforço através do deserto do Saara. Você ainda é um corredor, não importa se seu recorde ficou para trás ou se ainda ainda por vir.

Números podem ser uma excelente ferramenta para medir o crescimento, mas nunca se esqueça que eles são apenas números e não indicativo de seu valor como corredor ou pessoa.
Abraços, beijos e até a próxima! mrgreen

Fonte: Coelho de Programa (tradução)

Leia mais sobre: corrida, corredor, número, recorde, peso

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