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O que diz um fisioterapeuta sobre mecânica de corrida
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018 - 11:26
runner strideFala, galera!

Quando o assunto é corrida, uma coisa à qual dou muita atenção é a mecânica de corrida, que traduzo, a grosso modo, para como está minha postura enquanto corro. Por isso me interesso pelo assunto. Afinal de contas, estou na eterna luta para ser menos pangaré a cada dia! mrgreen

Existem alguns estudos relacionando a melhora na mecânica de corrida com a melhora nos tempos de corrida, creio que seja porque uma mecânica mais eficiente diminui (não elimina, porque correr dói e cansa, não tem jeito!) um pouco o cansaço, especialmente no fim das provas.

Tive um treinador, JK, da Next, que me falou uma coisa que nunca saiu da minha cabeça: "É no final da prova que temos que nos lembrar mais da mecânica de corrida"!

E é justamente de mecânica de corrida, dessa vez analisada por um fisioterapeuta, que trata o artigo que traduzi hoje, do excelente site Competitor.com.

Uma coisa que não foi falada nesse artigo, mas que eu considero de extrema ajuda nessa busca pela postura ideal são os educativos de corrida.

Então, bora lá fazer você-já-sabe-o-quê? mrgreen
Mecânica de corrida tem sido um tema quente de discussão desde antes de Bill Bowerman pegar uma chapa de waffle para criar seu primeiro tênis de corrida. Desde os malucos descalços até os tênis ortóticos feitos sob medida, é possível encontrar alguém defendendo ardorosamente o seu estilo de corrida. Muitas lojas de corrida têm esteiras com equipamento de gravação configurado para ajudar a encontrar "o tênis certo para a sua mecânica".

Então, o que muda quando você tem sua marcha analisada por um fisioterapeuta?

Uma análise abrangente realizada por um fisioterapeuta examina a mecânica do pé de várias maneiras - um estado em que não está suportando peso, em pé, andando, correndo no ritmo (ou seja, resistência versus sprint) e após a fadiga. Também é considerado mais do que o pé, um fisioterapeuta vai analisar o joelho, pelve e região lombar. O movimento do braço também pode ser analisado para verificar como a parte superior do corpo compensa as fraquezas da parte inferior do corpo. Vamos dar uma olhada em alguns desses aspectos com um pouco mais de profundidade.

A biomecânica em um pé sem suportar peso se resume à funcionalidade das múltiplas articulações do pé e como elas interagem, particularmente em um estado dinâmico. Seu pé é rígido, flexível, plano ou arqueado? Seu dedão do pé tem o movimento necessário para empurrar seu corpo? A articulação principal do tornozelo (articulação talo-crural) está se movendo corretamente? O que muda quando o pé tem peso em pé, andando ou correndo?

Em uma loja de tênis, os corredores geralmente são avaliados em pé, caminhando ou correndo. Muitos são informados de que são pronadores. A pronação é uma parte normal do suporte de peso em condições estáticas e dinâmicas. Em termos muito gerais, quando um membro atinge o solo, o pé deve passar por uma fase de pronação para absorver e distribuir as forças do corpo. À medida que nos movemos através de um ciclo de marcha, o pé típico passa então pelo movimento oposto e supina para agir como uma mola que ajuda a nos impulsionar para a frente. Pronação não é uma coisa totalmente ruim nem uma ação isolada, e a pronação durante a caminhada pode parecer diferente quando se está correndo, trotando ou fatigado.


Em parte, é aí que a experimentação com a corrida descalça ou a transição para tênis de corrida minimalistas ganhou popularidade. Os tênis de controle de movimento estão buscando, em parte, evitar a pronação "excessiva" durante o ciclo da marcha. Parte do conceito de corrida descalça gira em torno de qual parte do pé atinge o solo primeiro: ante pé, meio do pé ou calcanhar. O argumento comum que ouço é que se os corredores se moverem para uma aterrissagem de meio do pé, serão mais eficientes e poderão evitar o uso de tênis de controle de movimento. Minha posição é um pouco diferente.

Em vez de forçar uma aterrissagem de meio do pé, os corredores devem se concentrar em aumentar a cadência (número de vezes em que o pé toca no chão) e a velocidade. À medida que essas duas coisas aumentam naturalmente, a maioria dos corredores migrará para um padrão de aterrissagem de médio pé. Concordo que se a maioria da corrida é feita de médio pé, a necessidade de controle de movimento diminui, mas não é eliminada, já que a maior parte do controle de movimento em um tênis é direcionada ao calcanhar. A segunda consideração a se ter em mente é a suposição de que a corrida só é eficiente se você aterrissar no meio do pé, quando na realidade muitos fatores determinam a eficiência.

Ao correr, o local de impacto do pé em relação à posição do corpo é um fator importante na eficiência. Se o contato do pé com o chão for feito na frente da linha do corpo, independentemente de onde o contato do pé acontece, o pé atuará freando o movimento. O contato ideal do pé estaria sob o corpo para permitir que o impulso para a frente continuasse desimpedido.

O que isso significa para o corredor médio? Pense mais sobre onde seu pé está pousando e menos sobre qual parte do seu pé pousa primeiro.

A eficiência também é afetada pela força e mobilidade do quadril, força do core e movimento do braço. Corredores que aterrissam no meio do pé que transformam grande parte dessa energia em movimento para cima e para baixo, ao invés de em movimento para frente, serão menos eficientes do que alguém que aterrisse no calcanhar, mas que envia toda a energia para frente.

Tudo isso deve ser considerado antes de mudarmos o tipo de tênis. O debate sobre a tecnologia de calçados aumentou nos últimos anos e, do ponto de vista do fisioterapeuta, não existe uma única solução para cada tipo de pé, tipo de corpo ou corredor. Mudar a mecânica e o calçado é possível e pode ser benéfico, no entanto, mudanças lentas e constantes são mais eficazes para a saúde a longo prazo do seu corpo.
Abraços e beijos a todos e até a próxima! mrgreen

Fonte: Competitor.com (adaptado por Coelho de Programa)

Leia mais sobre: mecânica de corrida, educativos de corrida, tênis de corrida

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